Ir para o conteúdo
← Todos os conteúdos

Coluna

AUTENTICIDADE: O QUE A SUA IMAGEM ESTÁ DIZENDO ANTES DE VOCÊ FALAR?

Um podcast com Maura Souza sobre imagem, identidade, coragem e coerência.

Existem pessoas que entram em uma sala e imediatamente despertam atenção.

Não necessariamente porque estão usando algo chamativo.
Não necessariamente porque são as mais bem vestidas.

Mas porque existe alguma coisa coerente entre quem elas são e aquilo que comunicam.

Foi exatamente essa sensação que me veio ao ouvir Maura Souza falar sobre autenticidade.

A Maura traz uma provocação poderosa: “vestir-se de si”.

E isso vai muito além da moda.

É sobre autoconhecimento.
É sobre coragem.

É sobre identidade.

É sobre parar de buscar fora uma resposta que precisa começar dentro.

A autenticidade como ativo

Vivemos em uma época em que temos acesso às mesmas referências, aos mesmos conteúdos, aos mesmos lugares e, muitas vezes, às mesmas fórmulas.

Queremos saber como um líder deve falar.
Como um empresário deve se vestir.

Como uma mulher de sucesso deve se comportar.

Como alguém “bem-sucedido” deveria parecer.

E, nessa busca por pertencer, podemos acabar construindo uma versão de nós mesmos que funciona por algum tempo — mas que não se sustenta.

Como Maura coloca na conversa, uma máscara pode funcionar no curto prazo, mas dificilmente se sustenta quando não faz sentido para quem a veste.

A pergunta não é: “Qual é o meu estilo?”

Talvez a pergunta mais interessante seja:

“Quem sou eu e como quero ser percebido?”

Porque autenticidade não significa ignorar o contexto.

Existe estratégia.
Existe ambiente.

Existe dress code.

Existe intenção.

A questão é encontrar o ponto em que estratégia e identidade conseguem coexistir.

Não é vestir o que alguém disse que você deveria vestir.

É encontrar uma forma de expressão que faça sentido para você — sem perder de vista o contexto em que está inserido.

E aqui entra uma conexão importante com liderança

Na liderança, acontece exatamente a mesma coisa.

Muitas pessoas assumem uma posição de liderança e imediatamente começam a tentar “parecer líderes”.

Mudam a forma de falar.
Tentam parecer mais duras.

Copiam comportamentos de outros líderes.

Criam uma persona.

Mas liderança não é performance.

Liderança ganha força quando existe coerência entre identidade, comportamento e comunicação.

A autenticidade não elimina a estratégia.

Ela torna a estratégia mais verdadeira.

Uma provocação para você

Pare alguns minutos diante do espelho — não apenas para olhar a roupa.

Pergunte:

O que eu gosto em mim?
O que eu estou tentando esconder?

O que eu faço apenas para ser aceito?

Onde estou usando uma “máscara” para parecer aquilo que ainda não me sinto?

Minha imagem, minha comunicação e meu comportamento estão contando a mesma história?

Maura propõe justamente esse exercício de começar olhando para aquilo que gostamos em nós, em vez de iniciar o dia procurando o que precisamos esconder.

Talvez autenticidade seja isso:

**não tentar ser mais parecido com alguém.
É ter coragem de ser cada vez mais você.**

E talvez essa seja uma das maiores forças de uma liderança contemporânea.

Para levar para a mentoria

Onde, na sua vida profissional, você ainda está tentando parecer aquilo que acredita que um líder deveria ser — em vez de construir uma forma de liderança que tenha a sua identidade?

Porque, no final, como a própria Maura provoca:

ninguém vai ser você.
E essa é justamente a maravilha.

  • liderança

Isso é o que eu trabalho com quem está em processo comigo

Se o que você leu descreveu o seu momento, o diagnóstico são quatro perguntas e quinze minutos — e a primeira conversa começa do seu problema, não da apresentação.

Responder o diagnóstico